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As primeiras Selas, serviram de modelo para as contemporâneas, foram
feitas nos primeiros anos da era cristã por uma tribo nómada da zona do
mar negro e eram feitas com armação de madeira. As
primeiras selas foram desenvolvidas visando atender necessidades básicas
no transporte, tração leve, esportes e, infelizmente, nas guerras. A
sela foi uma evolução dos arreios antigos, pesados e grosseiros no
acabamento, ainda hoje largamente utilizados no Brasil, em animais de
serviço.
A
Importância da sela para o cavaleiro e o reflexo da sua utilização para
o cavalo.
Modelos de selas, há tantos quanto modalidades
eqüestres.
Escolher o modelo mais adequado para cada gosto e
finalidade pode ser fácil:
Quando acabamos ficando com aquela que "todo
mundo usa", numa hípica ou entre os praticantes de determinado
esporte. Pode ser fácil, quando compramos nosso primeiro cavalo e nos
vemos meios confusos com a diversidade de modelos que existem. Entretanto,
a escolha é bem facilitada quando, antes de preço, modismo ou aparências
pensarmos numa definição simples: "toda sela
tem que ser confortável para o cavalo e para o cavaleiro, adaptando-se à
anatomia de ambos de modo a permitir ao cavalo liberdade de movimentos sem
dor, e ao cavaleiro manter-se equilibrado com a mínima força".
Como
escolher a melhor sela:
Utilização: lazer, trabalho ou esporte?
Uma sela para passeio pode ser mais simples e leve, enquanto aos adeptos
de romarias e desfiles preferem modelos mais ornamentados. O trabalho com
gado exige selas reforçadas, enquanto cada esporte tem sua sela própria.
Tipo racial e conformação do cavalo:
As medidas da sela precisam corresponder à anatomia do animal. Selas
grandes ou pequenas demais causam machucados e até inutilização do
cavalo, além de provocarem nele atitude rebelde, podendo fazê-lo empinar
ou corcovear.
Altura e medidas do cavaleiro:
Os bons fabricantes oferecem medidas de selas adequadas para crianças e
adultos; também há variações de acordo com o peso e as medidas do usuário.
Conforto e segurança são essenciais para se poder cavalgar com segurança.
Boas
Selas: "Seus suadouros se apóiam uniformemente na musculatura
dorsal do cavalo; Os estribos são fixados numa posição que possibilita
a boa colocação de perna do cavaleiro, na vertical como se ele estivesse
de pé com as pernas ligeiramente flexionadas; Tem os loros feitos de uma
tira de couro forte e inteiriça, sem ser emendada por costuras; É feita
de couro resistente a estiramento excessivo ou desgaste precoce; Tem as
ferragens confeccionadas em metal inoxidável; Suas barrigueiras ou cilhas
tem, espessuras e acabamento que evita assaduras no cavalo".
O
peso médio das selas nacionais oscila nos 13 Kg, em média, com uma larga
variação, sendo as selas do cavalo Quarto de Milha mais pesadas, com
peso acima dos 20 Kg. Já as selas do cavalo de corrida (Puro Sangue Inglês)
são as mais leves, com peso em torno dos 5 Kg. Sempre é bom lembrar que
o cavalo carrega, além do cavaleiro, o peso extra de todo o arreamento.
Este peso total poderá limitar o desempenho atlético do eqüino em
algumas atividades especializadas.
Partes
da sela:
Cepilho
(ou cabeça): A largura e altura do cepilho varia muito de acordo
com o modelo da sela. Não deve ser muito baixo, para não pressionar a
cernelha, não deve exceder a altura da patilha, pois haverá um
deslocamento excessivo do cavaleiro para traz, pressionando a região
renal do cavalo alterando o equilíbrio. Se for muito volumoso ocasionará
desconforto na parte interna das coxas do cavaleiro.
Patilha
(encosto): A altura e inclinação também variam bastante. Se for
muito inclinada, deslocará o assento para traz, se for alta e pouco
inclinada ocasionará desconforto no coquis. O ideal é altura e
inclinação moderada.
Assento:
O assento da sela deve tender ao dianteiro, ser fundo e confortável,
o correto é o peso do cavaleiro ser direcionado para a região dorsal,
para não pressionar o lombo, onde estão localizados os rins, órgãos
muito sensíveis.
Suador:
Parte inferior da sela, que apóia sobre a manta. O suador tem um
enchimento que atua como amortecedor, podendo ser de capim, lã ou poliéster.
Sem esta proteção, os atritos diretos resultam em pisaduras, que são
lesões abertas que se desenvolvem ao longo da Cernelha, Dorso e/ou Lombo,
sendo de difícil cicatrização. Se o cavalo é volumoso em sua região
torácica, exigirá uma sela de suador mais aberto, no caso inverso,
exigirá uma sela de suador mais fechado. A sela deve ser bem posicionada
para não limitar os movimentos das espáduas (a partir do meio da
Cernelha).
Curiosidade: As autênticas
selas inglesas nem mesmo exigem o uso de mantas, tendo o suador macio e
maleável.
Armação:
É a estrutura da sela, podendo ser de ferro (torna a sela mais pesada),
de aço, de madeira (peso moderado), ou de fibra (torna a sela mais leve).
Abas e
Sobre-abas: As abas, quando suficientemente longas, funcionam como
pára-lamas, sendo que a forma e o tamanho variam bastante, com predomínio
da inclinação dianteira e recorte em forma arredondada. Algumas abas têm
uma saliência para apoio dos joelhos. Já as sobre-abas são curtas, de
função apenas estética.
Pára-lamas
(Lameiras): Protege a calça do cavaleiro, é uma peça dispensável,
caso as abas sejam longas e o cavaleiro estiver usando botas de cano alto.
Sem os pára-lamas a sela fica mais leve, além do melhor conforto para as
pernas. Geralmente, os pára-lamas não se encaixam bem nos loros.
Estribos:
Serve de apoio para os pés, evitando que estes balancem com os
deslocamentos do cavalo. A forma dos estribos varia, sendo ideais os
estribos em forma de sino, porque não prendem os pés com a facilidade
dos estribos redondos, o que seria perigoso no caso de quedas,
proporcionam melhor apoio, principalmente se a base é larga e revestida
em borracha. Uma base larga é necessária nos estribos de selas para
Enduro, atividade onde há mais chances do cavaleiro perder o apoio nos
estribos. Um tipo especial de estribo é o "salva-vidas", de
base móvel. O material que se utiliza para a fabricação dos estribos
pode ser o aço inoxidável, metal, ferro, ou alumínio.
Curiosidade: Estribar é o
nome que se dá ao ato de forçar os estribos com os pés, o que é
incorreto na Equitação de Alto Escola, mas podendo ocorrer na Equitação
Rural.
Loros:
São as peças de couro que sustentam os estribos, sendo presos na armação
da sela através de argolas.
Barrigueira
e Cilha: A barrigueira, é uma peça que passa pela barriga do
cavalo, tendo a finalidade de ajustar a sela. A cilha é uma peça mais
estreita, que passa pela região do Cilhadouro, logo atrás do Codilho.
Existem muitas controvérsias quanto à indicação do uso da barrigueira,
o argumento contra o seu uso é o de que ela interfere na dinâmica de
locomoção, entendo que esta limitação ocorre somente quando a
barrigueira for demasiadamente apertada.
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