A palavra chapéu provém do latim antigo “cappa”, que significa peça
usada para cobrir a cabeça.
Foi no antigo Egito, na Babilônia e na Grécia
que começaram a surgir as primeiras modalidades de chapéus.
Inicialmente, usavam-se faixas com a finalidade de prender o cabelo e,
mais tarde, os turbantes, as tiaras e as cordas.
Usados por nobres, sacerdotes e guerreiros,
o chapéu era considerado como símbolo de status social. A faixa
estreita colocada em torno da copa dos chapéus da atualidade é um
remanescente desse primeiro tipo de proteção usada na cabeça.
O primeiro chapéu efetivamente usado, no
entanto, foi o pétaso, que consistia num chapéu dotado de copa baixa e
abas largas, que os gregos gostavam de levar em suas viagens como uma
forma de proteção. Era um tipo prático, ajustável, podendo ser
retirado com facilidade, tendo perdurado seu uso por toda a Idade Média.
Na antiga Roma, os escravos eram proibidos
de usar chapéus, mas quando eram libertados passavam a adotar um chapéu
semelhante ao barrete frígio (boné em forma de cone, com a ponta caída
para um lado), em sinal de sua liberdade. Esse tipo foi revivido durante
a Revolução Francesa, chamado de “bonnett rouge”, e se tornou, na
época da república, um símbolo do partido republicano. Outro tipo
bastante parecido com o barrete frígio foi o capuz, unido ou não a um
manto, amplamente usado na Idade Média.
Depois da Renascença os chapéus masculinos
adquiriram diversos formatos, sendo ricamente enfeitados e usados pelos
homens poderosos. Nessa época, apareceram na Itália as boinas,
constituídas de uma peça circular de fazenda franzida em sua
extremidade, contendo um faixa por onde passava um cordão ajustável.
Alguns chapéus masculinos ainda guardam
certas influências do tipo, sendo dotados de pequenos laços em seu
interior, destinados a ajustar seu tamanho.
Outros tipos vieram a seguir, sendo um dos
mais marcantes o chapéu de abas largas, enfeitados por peles, levados
da América com plumas de avestruz.
O uso de cabelos compridos em cachos (moda
posta em vigor no reinado de Luiz XVI, na França) fez com que se começasse
a dobrar as abas dos chapéus, primeiramente de um lado, depois dos
dois, aparecendo em seguida o tipo tricórnio com duas dobras laterais e
uma traseira. Essa moda durou mais de um século.
O primeiro chapéu Western foi o “Stetson”
Na Revolução Francesa - que influenciou as
vestimentas de modo a torná-las mais simples - surgiram os chapéus de
copa alta, formato côncavo, que se desenvolveram até darem origem às
cartolas.
Os chapéus evoluíram de forma diferente.
Na Idade Média, as imposições religiosas obrigavam as mulheres a
cobrir completamente os cabelos. O abrigo mais simples era constituído
por uma peça de linho, caída sobre os ombros ou abaixo deles. Os véus
de noiva e as mantilhas das espanholas são sobrevivência da moda desse
período.
No final da Idade Média, era hábito as
mulheres usarem uma armação de arame sob a fazenda, contendo formatos
diversos, como coração, borboleta, etc., e possuíam tamanhos
extravagantes. Os cabelos eram penteados para trás, escondidos, e se
crescia na testa, era raspado imediatamente.
Em 1500, começaram-se a usar capuzes
enfeitados com jóias e bordados.
Muitos outros tipos surgiram até o final do
século 18, quando apareceram as primeiras chapelarias que utilizavam em
seus chapéus materiais como a palha, o feltro, tecidos e vários
enfeites elaborados sofisticados da época.
Após a Revolução Francesa, surgiram os gorros, dotados de uma fita
ou faixa que dava um nó abaixo do queixo. Esses gorros eram feitos com
diversos tipos de materiais, entre eles peles, cetim, veludo e feltro
para o inverno; palha e tecidos finos para o verão, sendo ainda
enfeitados com plumas e outros tipos de adornos. Em 1860, esses chapéus
foram substituídos por outros, presos com enfeites ou grampos, muito
populares na época.
O primeiro chapéu western, o “Stetson”,
nasceu em 1860, e até hoje faz um enorme sucesso. O nome foi dado por
seu idealizador que durante uma de suas viagens para o Oeste viu a
necessidade de desenvolver estilos de chapéus próprios para uso
naquela região.
Stetson desenvolveu, assim, um modelo que
possuía uma aba larga e um “Topo ou coroa” alta para capturar o ar
sobre a cabeça. O primeiro chapéu foi chamado de “chefe do
simples”, sendo vendidos vários deles nos mercados do Oeste.
Por ocasião da morte de Stetson, aos 76
anos, sua companhia estava produzindo em média mil chapéus por ano
fabricados com pele de coelho. Eram impermeabilizados e desenvolvidos
exclusivamente para os cowboys, o que permitiu que eles tivessem, a
partir de então, uma identificação própria através do chapéu.
A influência do chapéu cresceu em grande
escala, fazendo surgir vários outros fabricantes. O western selvagem
trouxe os modelos maiores, que mais tarde foram usados por Hollywood e
em muitos rodeios.
Mas foi dos anos 20 até os 40 que esses
chapéus foram popularmente absorvidos pelos filmes e rodeios. Os chapéus
western modernos ainda são reconhecidos pela “coroa” e “aba”
larga, e têm sido basicamente utilizados por cowboys e homens de negócios.
Os cowboys de hoje ou mesmo de outras épocas sempre foram orgulhosos de
seus chapéus o mais caro, ou o que seu dinheiro permite.
O feltro e a palha são os materiais mais empregados tradicionalmente
na indústria de chapéus. O feltro é obtido do pêlo de animais
(coelho, gato, lebre, castor, carneiro), originando diferentes tipos e
qualidades. Na categoria das palhas, incluem-se diversos tipos de
fibras vegetais, como a juta, o sisal, a ráfia, etc.
Inicialmente a matéria-prima ia desde
misturas variáveis, que resultavam em produtos grosseiros até
materiais industrializados mais refinados como o panamá. Atualmente a
tendência é a utilização de materiais artificiais quando se busca
a impermeabilização, principalmente na produção de chapéus
destinados ao abrigo das intempéries.
O chapéu em E.V.A. (etil, vinil,
acetileno) produzido no Brasil é utilizado na fabricação do chapéu
promocional, estilo country com opção de modelos diferentes. Modelo
Americano, modelo Marlboro e modelo Texas com acabamento em fita
decorativa ao redor da copa e ilhoses laterais para ventilação e
personalização frontal de acordo com o logotipo da empresa.
Porque as pessoas usam chapéu?
As pessoas usam chapéu por três motivos
básicos : proteção, comunicação e adorno. As pessoas começaram a
usar chapéus para se protegerem do clima.
Como Proteção. Em climas quentes e
ensolarados, os chapéus de abas largas fornecem abrigos contra o
sol.Muitos mexicanos usam chapéus desse tipo, chamados
“sombreiros”; eles são feitos de feltro ou de palha.
Nos climas frios, as pessoas geralmente
usam chapéu de pêlo ou de lã. Os lapões, do extremo norte da
Europa, por exemplo, usam chapéus de lã justos, com abas sobre as
orelhas.
Os chapéus também constituem uma forma
especial de proteção em certas atividades. Os operários de
construção, os jogadores de futebol americano, os membros das
forças armadas e pessoas de vários setores usam capacetes de metal
ou plástico como proteção contra acidentes.
Como comunicação. Ele pode comunicar
coisas a respeito das pessoas que o usam. O chapéu é utilizado como
característica de um povo ou de uma determinada atividade/profissão.
Podemos dizer que o chapéu caracteriza seu usuário, isto é somos
capazes de identificar um americano, australiano ou um inglês pelo
tipo de chapéu que usam, assim como um cowboy ou um toureiro.
O adorno é outro motivo apontado pelos
usuários do chapéu. Embora sua finalidade principal seja a
proteção, muitas pessoas usam chapéu por questão de elegância.
Assim, capuzes de pêlo e chapéu para proteger da chuva são
atraentes e elegantes.
Mesmo os quepes dos policiais e dos
militares são feitos para melhorar a aparência de quem os usa.
Alguns chapéus decorativos são usados com tradição.
Na Escócia, por exemplo, um gorro com borla faz parte do traje
tradicional da população local.
Nas primeiras décadas do século 20, os
chapéus masculinos em suas formas e estilos, alteraram-se pouco em
oposição aos chapéus femininos que por sua vez conheceram diversos
tipos, com freqüentes variações, até mesmo da década de 30 os
chapéus passaram a ser encarados como um acessório de vestimenta e
restrito a ocasiões formais.
Na década presente o chapéu promocional
em E.V.A. tipo country, vem a ser um acessório que integra beleza,
formalidade, volta as origens ou seja a eterna busca do homem de se
voltar à natureza, à criação e simplicidade do campo, vivendo num
mundo urbano.
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