História da Catira
     Para falar da “CATIRA” temos que voltar um pouco na História lá nos primórdios do descobrimento......

     De uma forma geral o movimento sertanejo é uma manifestação cultural com base em usos e costumes populares e regionais, retratando a vida e o pensamento do povo do campo e/ou do interior do país. Esta manifestação cultural não sofreu, em suas bases, influências outras que não a dos habitantes da terra descoberta e de seu colonizador/povoador.

     Assim, a música sertaneja, surgiu de uma necessidade da sociedade rural de expressar através de canções, suas venturas e desventuras, alegrias e tristezas, prazeres e dores.

     Evidente que os temas estão atrelados à sua realidade de vida, seus modos e costumes, bem como a seus princípios éticos, religiosos e morais. Dentro desta ótica, podemos afirmar que suas origens são genuinamente nacionais e sua proximidade ao “COUNTRY AMERICANO” se dá, exatamente, por estas razões, pois lá como aqui, o movimento está intimamente ligado a terra e a regionalismos, resultantes da caminhada em direção ao interior, em busca de melhores condições  de vida.

     Através dos poetas ("aquele que faz"), que punham a música a serviço das palavras, pode-se depreender que sua divulgação tenha ganhado notoriedade pública.

     Da mesma forma, a conjugação da música, poesia e dança tinham em comum um ponto: o ritmo (rhytmós - movimento regrado e medido). 

     Na manifestação musical, apesar da influência do colonizador, marcou presença a cultura indígena, através dos urucapés, guaús, parinaterans e tocandiras, de origem guaicuru, xavante, guarani ou bororo. 

     Segundo a história, Anchieta, o Apóstolo do Brasil, teria se valido de uma dança religiosa indígena, o “CAATERETÊ”, para tentar convertê-los ao cristianismo. Teria, ainda, introduzido esta dança nas festas de Santa Cruz, Espírito Santo, Conceição e Gonçalo, num hábito que até hoje persiste nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pará e Amazonas, sob a nomenclatura de “CATIRA”, cujos elementos rítmicos da viola, do sapateado e do palmeado, lhe foram indexados ao longo dos anos.

     Sendo cantado em versos, o“CAATERETÊ” propiciava o surgimento de cantores e trovadores populares.

     Como vocês podem perceber muito das nossas danças hoje e em especial a “CATIRA” são manifestações culturais que perduram a centenas de anos, e quem ainda não viu uma apresentação desta dança contagiante não sabe o que está perdendo, pois a catira desenvolve um ritmo forte com marcação nas palmas das mãos e batida dos pés e é muito contagiante.

     Bem galera como essa história é longa vou continuá-la com mais detalhes na próxima semana e trazer também informações sobre a “DANÇA SERTANEJA” mas vou procurar ilustrar a matéria sobre a mesma para que todos tenham uma visão melhor deste outro ritmo que também é envolvente e muito sensual, aguardem e não deixem de conferir. 

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